Aprenda a lidar com o choro do seu bebê

Domine a angústia e preste atenção em todos os sinais da expressão do seu filho

Durante muitos meses, o choro é a única forma do bebê expressar como se sente: com sono? Com fome? Com frio? Com calor? Incomodado com a fralda suja? Como a fase dura um bom tempo, a mãe terá muitas chances de aprender a interpretar cada tipo de choro do bebê. Não tem segredo, é só ouvir o instinto materno, ter um pouquinho de paciência e logo se ganha a experiência.

Conhecimento e paciência formam a dupla necessária não só para entender a origem das lágrimas dos bebês, mas também para compreendê-las. Cada criança é diferente da outra. A mãe precisa aprender com a experiência.

A “manha” começa perto de um ano, quando a criança percebe que pode manipular a situação. Antes disso, mesmo quando ela só quer colo, considere isso mais como uma insegurança, não manha.

Uma das grandes preocupações de toda mãe é evitar que a criança aprenda a usar o choro para impor sua vontade. Quando é necessário deixar a criança chorar e quando se deve atendê-la? A resposta, de acordo com os especialistas, é simples. “Quando a criança é muito pequena, não pode se sentir desamparada. Ela se sente assim quando chora e não é atendida”, afirma Claudia Batista, psicóloga especializada em família.

Conforme a criança se desenvolve, a tempestade vai passando. “A criança aprende que a situação incômoda vai ser resolvida e não há necessidade de chorar ainda mais”, explica a neonatologista Celia Giovanni, do Hospital Santa Joana, de São Paulo. “Quando cresce, fica menos chorosa”.

Entre mães de primeira viagem, o choro do bebê costuma causar mais angústia. Mas não existe uma fórmula. Tem de prestar atenção e, em questão de dias, você já sabe mais ou menos do que seu filho precisa.

A angústia da mãe é considerada natural, se não for em demasia. Mas ela precisa aprender a dominar este sentimento. “Se não for controlada, a angústia pode prejudicar a relação entre mãe e filho”, ressalta o puericulturista Olivier. Claudia concorda: “Quando a mãe coloca o bebê no berço e ele não quer ficar lá, ele chora. A mãe vai ficar um pouco aflita no início, mas em alguns dias o sentimento passa – e a choradeira também”.

O choro pode ser um bom termômetro para avaliar a saúde da criança. “É preciso observar o conforto, o bem-estar. Se o choro é consolável, ele é natural, inerente a uma situação. No entanto, se a criança não está suja, nem com fome, nem com cólica, é preciso ficar atenta à sua temperatura ou a sua pele”, explica a neonatologista Celia. Para qualquer alteração nesse sentido, o melhor é ligar para o pediatra ou levar para um exame.

Apesar de a reclamação mais comum ser relacionada ao choro em excesso, a falta de lágrimas também pode incomodar muitas mães. A falta do choro pode mesmo ser um problema. “Quando a criança não se manifesta dessa forma, é preciso ficar atento a outros aspectos clínicos: se ela mama bem, se é ativa, se abre os olhos para olhar as coisas ao redor e se segura a mão da mãe”, recomenda Celia.

 

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