A música não só melhora a coordenação motora, de processamento auditivo e visual, como também aprimora as capacidades matemáticas.

Até há pouco tempo, os pais acreditavam que a música tinha apenas uma função lúdica, e que a sua aprendizagem teria poucos efeitos no desenvolvimento de capacidades intelectuais importantes para a aprendizagem escolar da matemática ou da linguagem. Atualmente, está comprovado que existe uma associação benéfica entre a aprendizagem da música e a aprendizagem da matemática, das línguas e do desenvolvimento destas capacidades intelectuais.

Talvez que, como a música é um conjunto de notas (ou vibrações audíveis) cujas frequências têm uma relação matemática bem estabelecida, o facto de a praticarmos e a ouvirmos, estimula áreas do cérebro que fazem os cálculos subliminares necessários para sentir o prazer e a harmonia dos sons musicais… Possivelmente assim as nossas capacidades matemáticas  desenvolvem-se sem sequer nos esforçarmos por isso. Por outro lado, a capacidade de ouvir e destrinçar os sons pode dar uma vantagem para quem necessita de aprender e compreender uma língua diferente.

Finalmente, tocar um instrumento, ver o que estamos fazendo com os dedos, e ouvir os resultados, desenvolve claramente as áreas cerebrais da coordenação motora e de processamento auditivo e visual.

É por isso que os pais devem fazer o possível para que os seus filhos aprendam música, mesmo que eles não tenham habilidade para a mesma. Não se pretende nestes casos que os filhos sejam bons músicos: pretende-se apenas que eles desenvolvam habilidades que ultrapassam em muito a própria música. Se o seu filho não se revelar um músico promissor, não tem problema, poderá desistir, mas os poucos anos em que ele fez essa aprendizagem inicial nunca serão perdidos: mais tarde, de forma sub-reptícia, irão ajudá-lo nos estudos escolares e na vida em geral.

Uma dúvida que se põe frequentemente é quando devem as crianças começar a aprender música? A verdade é que ainda antes da aprendizagem musical propriamente dita, deve-se iniciar por uma sensibilização de natureza lúdica.

Primeiro que tudo ainda durante a gravidez, e por isso, aconselha-se a grávida a tocar ou cantarolar para o seu bebé, para ele a ouvir na barriga. Depois do nascimento, sugere-se aproveitar os momentos em que se está com o bebé também a cantar, fazendo brincadeiras ritmadas, tocando-lhe ao ritmo da canção, durante o banho, na troca das fraldas etc.

Geralmente até aos 7 anos de idade, as crianças deverão apenas ser acompanhadas nesta musicalização lúdica em formato de brincadeira, eventualmente em escolas ou com professores especializados. Só depois desta idade será adequado iniciar a aprendizagem de um instrumento.

Por último, não esquecer os afetos, a alegria e a sociabilização que a música poderá dar, tanto às crianças nos relacionamentos com os seus amiguinhos, como com os pais e adultos.

 

Deixe um comentario